talks@swissnex: Projeto Andar de Novo com Solaiman Shokur

De São Paulo para o mundo: Neurociência, robótica e realidade virtual revolucionando o tratamento da paraplegia

Event Details

Location

swissnex Brazil office in São Paulo
Av. Paulista, 1754, 10 andar – Cerqueira Cesar, São Paulo , São Paulo 01310-200 Brazil

Date

March 28, 2017 from 7:00 pm to 9:00 pm America/Sao Paulo (UTC-03:00)

Cost

Free

(for English version, see below)

swissnex Brazil promove encontro com Solemain Shokur, pesquisador-sênior do projeto Andar de Novo. Em um laboratório em São Paulo, o projeto alia terapia e novas tecnologias e vem revolucionando o tratamento para pacientes paraplégicos com lesão medulares.

Shokur nasceu no Afeganistão e formou-se neuro-engenheiro na Suíça.  É doutor pela Politécnica de Lausanne (EPFL), uma das mais importantes universidades do país, onde desenvolveu uma interface cérebro-máquina baseada em realidade virtual para testes com macacos. Veio para o Brasil a convite do pesquisar Miguel Nicolelis, coordenador do Andar de Novo, e figura no seleto time de cientistas internacionais do projeto.

No evento, Shokur irá apresentar as técnicas desenvolvidas no laboratório, que fica na Vila Madalena, em São Paulo, que trouxeram melhoras sem precedentes para os quinze pacientes voluntários que participam do pesquisa. Entre elas, as famosas interfaces cérebro-máquina – baseadas no controle de avatares virtuais e pernas robóticas pelo cérebro dos pacientes: “A combinação de algumas técnicas vem promovendo a retomada de  pequenas funções motoras e sensoriais nos membros inferiores dos pacientes, permitindo avanços no controle de suas bexigas, intestinos e funções sexuais”, explica Shokur.

Recente relatório da Organização Mundial de Saúde revela que, por ano, 200 mil novos casos de acidentes de lesão medular ocorrem no mundo, causando déficits devastadores nas funções motoras, sensitivas e na autonomia de vida dos pacientes. Não há cura para lesões medulares.

O Andar de Novo ganhou fama internacional após um rapaz paraplégico voluntário do projeto chutar a bola que deu início ao memorável jogo Brasil e Alemanha na Copa do Mundo de 2014 usando os próprios comandos do cérebro para movimentar o pé. A cena dividiu opiniões e suscitou o debate sobre as reais possibilidades do projeto devolver a pacientes com lesões da medula óssea, sejam elas congênitas ou resultado de acidentes, a possibilidade de caminhar.

Porém, para além de controvérsias, a combinação de pesquisa em neurociência, robótica e realidade virtual, aliada ao tratamento com voluntários, tem como objetivo desenvolver novas técnicas para restaurar funções sensóreas e motoras com potencial de melhorar, em muito, sua qualidade de vida dos pacientes.

O trabalho de Solaiman Shokur no campo das interfaces cérebro-máquina já foi publicado em revistas científicas como a Nature, Science, PNAS, entre outras. Em 2016, com o projeto Andar de Novo, o pesquisador esteve entre os 1% mais citados da literatura acadêmica do mundo.

From São Paulo to the world: Neuroscience, robotics and virtual reality revolutionizing treatment for paraplegia patients

For the newest edition of our series talks@swissnex, we are extremely happy to announce the participation of the neuro-engineer Solaiman Shokur, senior scientist at the Walk Again Project, an international research project that aims to show the potential of brain-machine interfaces for clinical use in motor rehabilitation for paraplegics.

The project received international attention in 2014, when one of its patients gave the kick-off in the opening game of the FIFA World Cup, walking with an exoskeleton developed by the researchers of the project. It is coordinated from its laboratory in São Paulo, where the therapy sessions with the patients take place and where Solaiman Shokur works since 2013.

Shokur, Afghan-born, grew up in Switzerland, where he obtained his Masters and PhD degree from the École Polytechnique de Lausanne (EFPL). During his PhD, he developed a brain-machine interface based on virtual reality for the use with macaques. His research with the Walk Again Project figured in the world’s top 1% most cited scientific work in 2016.

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