Assista novamente: LASER Talks: Arte e ciência para a construção de um novo melhor

A pandemia da Covid-19 nos obrigou a ficar em casa e manter o distanciamento social. Os novos hábitos e protocolos estão remodelando a forma como vemos o mundo e como nos relacionamos com os outros. Arte e ciência têm um papel importante nas nossas vidas quotidianas, mas como poderiam contribuir para a construção de um “novo melhor”? No dia 16 de setembro, Fiocruz, PUC-Rio e swissnex Brazil convidaram Rejane Spitz, Clarissa Ribeiro, Andrea Anner e Thibault Brevet para conversar sobre este tópico.

Rejane Spitz, co-apresentadora do LASER,  que para nos recuperarmos da pandemia, devemos focar na reconstrução de um melhor. Isso está relacionado principalmente na criação de um novo conceito de melhor. Qual é o papel dos artistas e cientistas no desenvolvimento deste conceito?

Clarissa Ribeiro mostrou um trecho da instalação Inhaling consciousness que permite aos usuários sentir cheiros de elementos que estão em uma sacola através de um respirador. Isso permite que as pessoas se conectem com elementos. A exposição faz parte de um projeto que explora a interação entre o corpo e o ambiente a nível molecular. Estas inibições latentes estão também relacionadas à abertura para experimentar e à criatividade.

Andrea Anner e Thibault Brevet da AATB, apresentaram projetos desenvolvidos com braços robóticos. A ideia é ampliar os espaços dos robôs para além das indústrias e permitir que eles brinquem e interajam com as pessoas. Um dos projetos, realizado na swissnex Boston, permite que duas pessoas controlem braços mecânicos virtualmente para que se toquem no mundo físico, realizando um aperto de mão remoto (Handshake). Em outro projeto um robô cria bolhas de sabão, como crianças, evocando uma atividade lúdica. Confira aqui o portfólio do AATB “Practice for Non-industrial Robotics” (prática para robôs não industriais, em PDF) – AATB-Portfolio-2020-07-LR.

O debate trouxe perguntas sobre o impacto da Covid-19 e das lições aprendidas com a pandemia. Um ponto levantado pelos palestrantes é a necessidade de desacelerar e não priorizar a eficiência mas permitir que humanos e robôs possam brincar, ser desajeitados e imperfeitos. Finalmente, a relação entre artistas e cientistas é muito mais interconectada do que parece, rendendo a interação entre estas duas áreas importantes.

 

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