Assista novamente: Virtual Mobility: Initiatives and best practices for a worldwide virtual mobility

O desenvolvimento das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) permitiram a criação de iniciativas educacionais sem limitações de espaço ou tempo e permitiram maior acesso a conteúdos especializados. No contexto da atual crise sanitária provocada pela Covid-19, o modelo educacional presencial foi transposto repentinamente para os ambientes virtuais, mas há espaço para aproveitar ainda mais todo o potencial oferecido pelas TICs. A mobilidade virtual permite intercâmbios culturais, a transferência de recursos entre países e o estabelecimento de redes de conhecimento sem a necessidade de viagens, possibilitando a redução de custos. No dia 26 de agosto, a swissnex Brazil convidou Charlotte Grawitz para moderar uma conversa sobre as oportunidades e desafios da mobilidade virtual, compartilhando melhores práticas. 

George Ubachs, diretor geral da EADTU, apresentou diferentes formas de mobilidade virtual, desde acordos entre estudantes e universidades até acordos bilaterais entre instituições, assim como várias opções de mobilidade virtual. Os estudantes desenvolvem competências como atitudes interculturais, auto aprendizado, aprendizagem colaborativa em contextos internacionais e receptividade.

Shen Xuaseng trouxe lições aprendidas na China, onde a Covid-19 forçou uma grande transformação no ensino, levando estudantes de todos os níveis ao aprendizado on-line. A tecnologia digital permitiu conectar um número maior de pessoas em menos tempo, mas isto forçou professores a elevar suas competências tecnológicas e ainda há desafios relacionados à avaliação do aprendizado on-line. Estes processos podem levar a uma transformação dos modelos de aprendizagem como um todo, já que o aprendizado pode acontecer a qualquer momento, em qualquer lugar se facilitado com o acesso on-line.

Rahel Aschwanden, CEO do Instituto Now, envolveu a participação do público no webinar por meio de um questionário interativo no qual os participantes levantaram as mãos virtualmente para simular o que aconteceria em uma sala de aula na vida real. O Instituto Now criou programas virtuais que buscam proporcionar verdadeiras conexões e se concentram no aprendizado não-formal. Em sua opinião, o aprendizado realmente acontece quando as pessoas estão reunidas e podem trocar, e isto não precisa ser feito apenas de forma presencial.

Patricio Marinho, da CAPES, introduziu os esforços das universidades brasileiras para continuar as aulas virtualmente. Isto inclui aulas virtuais para que os estudantes se conectem com seus colegas de diferentes países, incluindo aqueles selecionados para programas de intercâmbio que tiveram que ser adiados. A CAPES-PRINT também desenvolveu um programa de internacionalização institucional com aulas virtuais e workshops disponíveis gratuitamente.

 A visão da Movetia de fazer com que cada pessoa na Suíça experimente a mobilidade no exterior ou internamente foi apresentada por Laurin Reding. Esta visão inclui todos os níveis de educação, desde escolas primárias ao treinamento vocacional e a educação para adultos. Um destes primeiros projetos foi o Alpconnectar, que conecta escolas primárias das regiões das montanhas e é um projeto de mobilidade híbrida. 

A discussão abordou tópicos como a importância da inclusão digital para garantir que ninguém seja deixado para trás, bem como outras barreiras à inclusão, como as certificações e as linguísticas. 

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