Dia 1 do AIT – os nossos pesquisadores brasileiros na Suíça!

Débora Monteiro Moretti, MSc
Aluna de Doutorado
Escola de Química/UFRJ

 

O programa AIT começou já no domingo com um jantar introdutório. Começamos a conhecer os participantes suíços e indianos que fizeram a primeira parte do treinamento na Índia em novembro passado.

Na segunda-feira iniciamos com uma apresentação individual de 30 segundos cada. Já deu para sentir a precisão suíça! Após uma apresentação do programa, alguns participantes apresentaram seus pitchs e comentários e perguntas seguiram as apresentações.

Essa sessão de pitch foi muito boa pois cada apresentação tinha seus defeitos e particularidades, as críticas foram bastante diretas e ao mesmo tempo todas faziam muito sentido. A ideia é que a cada apresentação haja uma melhora significativa.

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Tivemos uma palestra também sobre a cultura de negócios e tivemos que traçar um “Coat-at-arms” que seria os brasões que você carrega, sendo no mundo de negócios, não somente sua cultura mas também aquilo que você e seu negócio pregam e trazem de bagagem.

Naturalmente que muitas questões culturais foram discutidas aqui. A mais polêmica foi sobre “o que fazer quando você precisa que alguém faça algo muito rápido”. Para os suíços aparentemente se a situação é explicada o problema é simplesmente resolvido. Para os brasileiros as sugestões foram no sentido de fazer um laço emocional com a pessoa que precisa resolver o problema. Isso de fato ajuda. Peça, não imponha. Implore se for preciso. Não há vergonha nisso, o orgulho só vai fazer com que o problema continue! Para os indianos, se você deixar claro o que a pessoa ganha com isso, aí sim ela fará o que precisa ser feito. Implorar não adianta de nada!

Duas visitas a empresas foram feitas, uma à Logitech e uma à Abionic. A Logitech é uma multinacional com fornecimento de produtos em escala mundial. Sua localização no parque tecnológico é estratégica pois a inovação dentro da empresa é contínua e a colaboração com os laboratórios da universidade são muito comuns e essenciais para a empresa. A estrutura é excelente e foi muito interessante ver os robôs realizando os testes de qualidade, mas não temos foto da visita, por questões de privacidade da empresa!!

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No final é claro tomamos um café no refeitório que não somente servia sorvetes e bebidas como também produtos da empresa!

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A segunda empresa, Abionic, foi super interessante também. Eles têm basicamente um produto que é uma máquina que realiza um teste diagnóstico para alergia em cerca de minutos. É uma máquina pequena que todo médico alergista pode ter em seu consultório. Na verdade a aplicação da máquina é super flexível e diversos biomarcadores diferentes para diversos diagnósticos podem ser utilizados! A Ambiogen é uma inspiração e o CTO sofreu uma enxurrada de perguntas! Conhecemos o seu laboratório e eles controlam toda a qualidade do chip (lâmina que carrega o sangue e os marcadores para fazer o diagnóstico) fazendo sua produção em salas limpas. Seu maior gargalo agora é automatizar uma parte do processo para escalar a produção em várias vezes. Naturalmente sua localização no parque é estratégica também, principalmente por causa de parcerias. 5 anos foram precisos para vender o primeiro produto. Parece muito, mas cada vez mais entendemos a linha do tempo que as start-ups percorrem.

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A tarde ainda tivemos uma palestra sobre propriedade intelectual e foi impressionante saber que a Suíça aprova suas patentes em biotecnologia com cerca de um ano! Mas as regras são bem diferentes.

 

Hoje foi só o começo, mas já entramos no clima. Os maiores ensinamentos foram sobre o pitch, o qual devemos sempre basear na pergunta “who buys what and why”.

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Vamos ver os próximos dias… !