Entrevista com Elizabeth Jones, LATAM Community and Events Manager na Seedstars

Entrevistamos Elizabeth Jones, LATAM Community and Events Manager na Seedstars, para saber mais sobre a competição e como a Covid-19 afetou a organização desta edição.

Seedstars é uma organização que busca identificar e dar suporte às melhores startups em países emergentes. Desde 2013, a Seedstars World Competition recebeu mais de 12 mil candidaturas para a competição e conectou mais de 85 países e ecossistemas de startups. Elizabeth Jones trabalhou na organização da Seedstars World Competition no últimos dois dos sete anos do evento na América Latina. O objetivo é treinar startups em estágio inicial para torná-las aptas a receber investimentos e conectá-las aos 900 mentores e 3000 investidores internacionais da rede.

Este ano, as candidaturas estão abertas até o dia 15 de agosto. Em outubro, a startup vencedora de cada país será conhecida. Na América Latina, serão 16 ganhadores que continuarão para a fase regional, tornando mais próxima a possibilidade de ganhar US$ 500.000 em investimentos. Mais informações aqui.

 

Qual foi a reação inicial da Seedstars à Covid-19?

Elizabeth Jones: Para todo mundo a Covid-19 surgiu do nada. Estávamos organizando os últimos detalhes da nossa conferência global Seedstars Summit 2019 na Suíça e já estávamos preparados a receber milhares de convidados. Mas a Covid-19 aconteceu e tivemos que redirecionar para um formato virtual.

Fazer tudo digitalmente já era algo que queríamos experimentar há algum tempo, e a pandemia nos deu a oportunidade de fazê-lo. Como a maioria das startups, estamos acostumados a mudar de direção e adaptar rapidamente. Então, juntamos o time para discutir como ir além do espaço físico e criar um grande impacto no espaço digital. No final, “Beyond” foi o tema do nosso Online Seedstars Summit e nos deu a oportunidade de inovar rapidamente.

Porque Seedstars decidiu de fazer a competição global mesmo assim?

EJ: Depois do sucesso do Online Seedstars Summit, durante a qual tivemos mais de 5000 participantes, nos demos conta de que o formato virtual tem muitas vantagens. A Seedstars achou uma solução digital poderosa para treinar e investir em startups no mundo inteiro.

Quais foram as lições aprendidas ao levar a competição ao formato digital em pouco tempo? 

EJ: Ficou óbvio que mesmo que não possamos nos encontrar fisicamente, podemos aumentar o nosso impacto. Fazendo todas as nossas atividades de treinamento e networking online, alcançamos ainda mais pessoas, já que elas não precisam mais viajar para um evento e podemos conectar com uma comunidade global. Aumentamos o nosso engajamento em 250%, já que um maior número de pessoas podia participar dos nossos eventos do conforto da própria casa. Intensificamos o nosso treinamento para startups com mais encontros individuais com mentores e treinamentos dos time das startups ao invés de treinar só o CEO. E multiplicamos os acordos de investimentos com uma detalhada análise dos processos. A Covid-19 nos ajudou a levar a Seedstars World Competition a um outro nível.

Qual valor você vê em competições como a Seedstars num contexto de pandemia global?

EJ: Durante uma pandemia é mais importante do que nunca ter certeza de que ecossistemas de startups continuem conectados e crescendo. A Seedstars World Competition foca em 4 pontos:

  1. Crescimento na forma de Investment Readiness Training. Na fase local isso é feito através da on-demand Online Seedstars Academy que é uma plataforma digital de treinamento com conteúdo a curadoria da equipe de investimento da Seedstars. As startups têm acesso a conteúdos relevantes, baseados no investment readiness score. Este treinamento é intensificado na fase regional com um mês de webinars e workshops ao vivo.
  2. Criar uma comunidade através de conexões e networking. Ao longo da competição, as startups têm a oportunidade de se conectar entre elas e compartilhar experiências. Isto é ampliado na fase regional com o acréscimo de encontros individuais e em grupo com mentores, assim como encontros individuais com investidores.
  3. Criar oportunidades de negócio através de visibilidade da marca. As startups admitidas conseguem visibilidade para o negócio através diferentes canais de marketing ao longo das diferentes etapas da competição.
  4. Prêmios! A partir da fase regional, as startups têm acesso a diferentes prêmios de parceiros Latino Americanos, e na fase global as startups competem por US$ 500.000 em investimento.