swissnex VR Space: passeios virtuais e tendências da tecnologia

swissnex Brazil trouxe pela primeira vez ao país Birdly, um simulador de voo de corpo inteiro desenvolvido na Suíça. A exposição e degustação do equipamento fizeram parte de uma tarde dedicada a experiências em realidade virtual, no evento swissnex VR Space, que aconteceu no dia 23/05, no lobby do escritório da swissnex no Rio de Janeiro. Participaram ainda outros projetos brasileiros de realidade virtual como a MobContent, SuperUber e o Laboratório Limbissen (UFRJ).

A combinação do design suíço com perfeição técnica faz do simulador Birdly um experimento de voo único. Diferente de equipamentos semelhantes, que requerem joysticks ou botões,  Birdly oferece uma experiência de realidade virtual de corpo inteiro, onde o piloto controla o voo instintivamente com os próprios braços e mãos. Movimentos que simulam o bater de asas, por exemplo, comandam velocidade, altitude e navegação. Os movimentos humanos são processados pela máquina e retornam na forma de estímulos físicos, que aumentam a sensação de realidade do voo.

Birly foi desenvolvido em 2014 no IAD (Interaction Design) da Universidade de Artes de Zurique (ZHdK) para o centro BirdLife Switzerland. Protótipos foram apresentados em eventos de renome em novas mídias como o Sundance Film Festival e o SXSW, ganhando inúmeras premiações na categoria Realidade Virtual. De lá para cá, acumulou elogios da mídia.  Segundo reportagem da revista americana especializada em tecnologia Wired, Birdly é o mais próximo que já chegamos do sonho humano de voar.

Além da experiência com o Birdly, o swissnex VR Space trouxe também a degustação de outras tecnologias brasileiras. 

Cidades de Antigamente é um aplicativo da empresa MobContent, especializada em produção de conteúdo audiovisual e interativo. Baseado em realidade virtual, o aplicativo oferece uma viagem por partes de cidades que não existem mais e tem fins educacionais. Há uma versão que leva por um passeio à cidade do Rio de Janeiro em tempos passados. Marcos Ferreira, fundador da empresa, estava presente e falou sobre o uso de realidade virtual em educacionais e culturais.

Baseado na ideia de que nossas emoções não podem ser dissociadas da nossa cognição, o Laboratório Limbissen, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), vem desenvolvendo o projeto Cognitive Explorers. Nele, artifícios como realidade virtual, sensores portáveis e arte são usados em testes de estímulos de emoções para fins laboratoriais. Gabriel Brasil, do Limbissen, foi um dos convidados do evento. Ele falou sobre o uso das experiências imersivas de realidade virtual para produzir emoções raramente observadas em experimentos comuns em laboratório.

O estúdio SuperUber cria experiências que combinam arte, tecnologia, arquitetura e design com um time de tecnólogos, arquitetos, designers, comunicadores, programadores e produtores criativos em São Paulo, São Francisco e no Rio de Janeiro. Russ Rive, um dos fundadores da SuperUber, apresentou o Future Shock, um documentário desenvolvido a nove mãos que conta com realidade virtual para provocar uma experiência imersiva por narrativas que unem passado, presente e futuro para falar da evolução do planeta até chegar à Era do Antropoceno, em que vivemos hoje.

Entre as diversas experiências degustadas pelos inúmeros visitantes do evento, teve um painel e debate sobre tendências e potenciais descobertas na realidade virtual.