Track & Crack Epidemics: Surveillance and Genomics – webinar

O Coronavírus teve os primeiros casos registrados no final de 2019 e em poucos meses espalhou-se pelo planeta. Com o nome oficial de Covid-19, foi reconhecido como pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em março de 2020. Isolamento, quarentenas, fronteiras fechadas, toques de recolher. Aos poucos, os países afetados adotaram medidas semelhantes para conter o vírus e evitar mais mortes, enquanto os impactos para a economia global ainda são incalculáveis.

Como monitorar os casos e ter controle real da disseminação do vírus se não há testes suficientes e há altos índices de subnotificação? Quais são as perspectivas para o desenvolvimento de vacinas e de medicamentos eficientes?

Para responder estas questões convidamos a Profa. Dra. Ester Cerdeiro Sabino, pesquisadora da USP que coordenou o sequenciamento do genoma do Covid-19; e com o Onício Leal Neto, PhD, da Universidade de Zurich, que desenvolveu modelos para monitoramento e controle de epidemias.

O trabalho da Dra. Ester Cerdeiro Sabino sobre os surtos de dengue, febre amarela e zika permitiu que ela e seu time sequenciassem o genoma do Covid-19 em apenas 48 horas após a confirmação do primeiro caso da doença no país. No caso de uma epidemia, é importante identificar o vírus rapidamente para poder entender como ele funciona e se espalha. Além disso colaboração entre grupos de pesquisa e projetos de ciência aberta são importantes a fim de rapidamente desenvolver soluções.

Onicio Leal Neto destacou a importância e relevância da vigilância participativa, que permite aos cidadãos de compartilhar os seus sintomas em uma plataforma (site, aplicativo, ligação automático ou SMS) para ajudar as autoridades públicas a monitorar a doença. Em troca, os cidadãos recebem atualizações sobre níveis de saúde na sua região. Estas plataformas foram desenvolvidas em vários países, sempre tomando cuidado com questões de privacidade dos usuários (as pessoas não podem ser identificadas por exemplo). O objetivo é ajudar as autoridades públicas locais a monitorar uma doença, que pode ser Covid-19 ou outras doenças sazonais como dengue ou zika por exemplo.

Estas iniciativas colocaram a ciência ao centro da atenção, e aproximaram ciência e cidadãos já que as pessoas podem não só se informar sobre avanços científicos mas também podem participar em iniciativas como a vigilância participativa. Estas ferramentas serão úteis para monitorar e acompanhar doenças no futuro.

Assista abaixo o webinar na íntegra: