Veja como foi o Academia-Industry Training Brazil 2019

No dia 8 de novembro, pertinho do Pão de Açúcar, 20 startups apresentaram seus negócios na Final Pitching Session do Academia-Industry Training (AIT). Um evento que marcou o fim da etapa brasileira do programa. O AIT é uma iniciativa da swissnex Brazil e da Universidade de St. Gallen que visa conectar pesquisadores-empreendedores promissores com a indústria, para que possam desenvolver uma solução mercadológica de suas pesquisas de ponta. Em sua sexta edição, o AIT aconteceu tanto no Rio quanto em São Paulo, numa semana intensiva onde nossos empreendedores se engajaram em oficinas, mentoria de negócios, eventos de networking, treinamento em pitch e até eventos culturais com samba de raiz.

As startups desta edição apresentaram oportunidades em na área de saúde, havia dispositivos médicos e wearables, além de componentes para os mercados farmacêutico e de gerenciamento de dados. O campo do agronegócio apresentou soluções em sistemas inteligentes de monitoramento de culturas, pesticidas biológicos para contenção de pragas e elementos de cuidados com a saúde animal. Quanto aos comestíveis, havia novos alimentos à base de plantas e soluções de biotecnologia.

Durante a Final Pitch Session, três startups ganhadoras foram escolhidas e premiadas. O primeiro lugar foi dado a Samantha Fynn e Bardiya Valizadeh com a startup DePoly da EPFL. A solução dessa startup se baseia na reciclagem química de plástico PET de volta aos seus principais componentes químicos – um mercado que é muito grande no Brasil. A DePoly se conectou à Petrobrás e Braskem durante o programa do AIT. O segundo lugar foi concedido a Loulia Kasem e Erick Antonia Garcia Cordero com a startup REA, também da EPFL. REA é o primeiro teste não invasivo para mulheres grávidas diagnosticarem o risco de parto prematuro quando e onde quiserem. O Brasil tem uma das maiores taxas de nascimentos prematuros do mundo e, também através do AIT, REA conseguiu se conectar com dois grandes hospitais: Albert Einstein e Instituto D’or onde irão conduzir ensaios clínicos. O terceiro lugar foi para um participante brasileiro, Caio Guimarães, com a startup beone da UFPE. A beone desenvolveu um novo tratamento de baixo custo, não invasivo, rápido e altamente eficaz para úlceras nos pés diabéticos e feridas difíceis de curar usando fotobiomodulação.

Entre os parceiros envolvidos nesta edição do programa estão Roche, Fiap, Firjan, FCR Law, Dannemann Siemsen, Vox Capital, Instituto D’or, Agência de Inovação UFRJ, Agência de Inovação Puc-Rio, Escola de Negócios IAG, SEBRAE e o Istituto Europeo di Design (IED Rio).

Todos os participantes do AIT são pesquisadores com mestrado, doutorado ou pós-doutorado tanto do Brasil quanto da Suíça. Em 2020 todos reunirão novamente, desta vez na Suíça, para a etapa final do programa de empreendedorismo, inovação e cooperação científica internacional do AIT.

Clique aqui e conheça os participantes do AIT 2019 e seus empreendimentos.

Veja abaixo algumas imagens dos participantes em uma sessão de treinamento.